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Alameda
Afonso Henriques- 74-5º Dtº 1000-125
Lisboa tm
919 430 443 |
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Caros colegas,
Começaram os grupos de vídeo
formação no IPPI a partir de Setembro de 2007 em Lisboa e Setembro 2008 em
Évora.
Talvez valha a pena resumir as razões deste projecto.
Depois de 10 anos de orientação de estágios e
supervisões no Instituto Superior Técnico e no privado, cheguei à conclusão
de que a formação em psicoterapia e prática de supervisão tem sérias
lacunas se for apenas teórico-verbal e deve ser complementada por uma
metodologia prático-experiencial, que pode incluir a observação directa através
de um espelho, os exercícios de role
playing, e mais relevante para este projecto, através da gravação e
visionamento de sessões em vídeo. Esta última metodologia tem como vantagem
que as interacções terapeuta-cliente podem ser estudadas repetidamente.
As dificuldades sentidas pela maioria dos terapeutas geralmente não são ao
nível teórico, mas, de facto, ao nível da implementação prática dos conteúdos
teóricos. Acho que só estas metodologias prático-experienciais vão ao
encontro destas necessidades.
Junta-se a este dado o problema da subjectividade.
Os terapeutas que afirmam (e pensam) que seguem uma determinada orientação teórica,
quando observados na sua prática clínica, exibem na verdade muitos
comportamentos, que não encaixam nesta orientação. Ou seja, os terapeutas não
fazem o que dizem que fazem (veja Wachtel,
1997) O que um terapeuta descreve nos seus livros ou artigos que faz,
só capta uma parte do que ele ou ela faz na realidade, e o terapeuta muito
facilmente pode até estar muito equivocado sobre o seu próprio funcionamento.
Muitas experiências nas áreas da psicologia social e cognitiva demostraram
que em muitos aspectos somos os piores juizes de nós próprios, ao ponto de
sermos quase incapazes de transmitir uma parte essencial do nosso funcionamento
pelo relato verbal (veja Wilson,
2002). Consequentemente, muito de que um terapeuta aprendeu a fazer,
foi através de uma aprendizagem que podemos descrever como implícita e
inconsciente, pelo que este não conhece muitas das suas próprias aprendizagens
Mesmo que o terapeuta esteja consciente dos seus procedimentos, muito do seu
conhecimento é do tipo processual e não do tipo declarativo, de forma a que é
muito difícil de transmiti-lo através do relato verbal. (como seria explicar
por palavras como se faz um origami). Podemos designar esta aprendizagem como
artesanal, obedecendo ao mesmo tipo de lógica de aprendizagem das profissões
tradicionais, em que ao mestre correspondia o seu aprendiz. Este tipo de concepção
vai provavelmente ao encontro do que o Prof. António Branco Vasco (FPCE-UL)
descreveu como o componente artístico da psicoterapia.
Muito do que o terapeuta faz é intuitivo. No meu entender, como descrevi
num artigo recente (Welling,
2001), este funcionamento intuitivo representa o nosso funcionamento mais
sofisticado, a nossa mestria. É o conhecimento emergente, que já conseguimos
utilizar na prática, mas que ainda escapa ao entendimento explícito-verbal.
Seria uma pena deixar perder precisamente o que de melhor que fazemos, a essência
da nossa arte!
A observação de gravações em vídeo das sessões de terapeutas, pode
permitir precisamente a “descodificação” destes processos, quer para o próprio
(que ao visioná-las se “reapropria” delas), quer para terceiros. A ideia é
que nestes grupos de 4-6 participantes, se observem, se necessário
repetidamente, gravações de vídeos e discutindo-os pormenorizadamente. Neste
momento já temos vídeos comerciais de alguns terapeutas de renome, como
Bugental, Yalom, Polster, Greenberg, Fosha, Safran, Perls e Wachtel, e posso também
disponibilizar sessões minhas, que têm como vantagem que são em Português e
que são com clientes reais. Os restantes elementos do grupo poderão também
disponibilizar gravações das suas sessões para serem analisadas. Obviamente,
podem surgir desta análise dados úteis para os processos clínicos em curso,
mas o objectivo não é a supervisão, mas sim uma aprendizagem e formação
continua.
Os cursos são semestrais (Set-Jan, Fev-Jun) com uma frequência quinzenal.
O custo do curso é 360 Euros (40 Euros por sessão). As sessões realizar-se-ão
na Alameda D. Afonso Henriques, nº 74, 5º Dto., em Lisboa.
Quem
quer participar pode me contactar em wellinghans@yahoo.com
.
ou por tm 919.430.443
Também estou a fazer um apanhado de vídeos que estão na net em http://www.psicoterapiaintegrativa.com/therapists
Está disponível para participantes e não participantes do curso!